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A história da Taça ‘Jules Rimet’: da troca de nome, conquistas ao seu roubo e sumiço eterno

Um dos capítulos mais inusitados da história do futebol envolveu a entidade máxima do futebol (FIFA), a principal competição (Copa do Mundo), o Brasil e até mesmo um cão. Isso mesmo. Todos esses fatores rodeiam a histórica da Taça ‘Jules Ritmet’, antiga troféu do mundial da FIFA, roubado por duas oportunidades.  Muitos lembram apenas do episódio ocorrido no Brasil em 83, mas duas décadas antes a taça já havia sofrido seu primeiro roubo, mas diferente da última, ela jamais foi encontrada e até hoje seu paradeiro não teve um fim por definitivo.

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A taça que premiou seleções entre os mundiais de 1930 à 1970, foi esculpida em desenho da deusa grega, Nice, representando o triunfo e a glória e, teve seu nome de batismo em homenagem a um ex-dirigente da FIFA que a presidiu entre 1921 à 1954, porém ela ganhou este nome somente em 1946, já que seu primeiro nome foi “Vitória”.

Foto: Lance

A taça existiu em um momento bem conturbado, já que o mundo vivia a Segunda Guerra Mundial entre as décadas de 30 e 40, feito que acabou suspendendo dois mundiais (1942 e 1946). Uma história interessante deste período relacionando a Jules Rimet, se deu no ano de 1938, quando Ottorino Barassi, italiano que era vice-presidente da FIFA, retirou o troféu de um banco às escondidas e a escondeu em uma caixa de sapatos embaixo de sua cama, para escondê-la dos nazistas, que vinham se apropriando de relíquias e obras de arte nos países que invadiam.  Já imaginou se a taça tivesse sido resgatada pelos capangas de Hitler?  

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Após o fim da Segunda Guerra, a Copa voltou a todo vapor, mas em 1966 a taça sofreu seu primeiro roubo da história, nas vésperas do mundial da Inglaterra. Porém, foi encontrada enrolada em um jornal, por um cão, que passeava com seu dono em um subúrbio em Londres. O cão, chamado de ‘Pickles’ ficou muito famoso na época. A taça foi levada aos organizadores do mundial e erguida pela seleção da Inglaterra, dos craques Bob Charlton e Gordon Banks. A seleção inglesa se sagrou como a grande campeã daquela Copa ao bater a Alemanha na decisão.

Foto: Lance

Quatro anos depois, chegava a vez de a Jules Rimet vir por definitiva ao Brasil. Depois de nossos capitais Bellini (58), e Mauro (62), já ter erguido o famoso troféu, chegava a vez de Carlos Alberto Torres (70), com a fantástica seleção canarinho comandada por Zagallo, e os craques Pelé, Rivelino, Jairzinho, Gerson,Tostão e Cia, conquistar a Copa de 1970 diante da Itália (4 a 1). Ali se aposentava a famosa Taça, que ficou por definitiva com a CBF e uma nova taça seria produzida para ficar nos mundiais da FIFA até os tempos de hoje.

Foto: Jornal Hoje

Mas pouco mais de uma década depois, em 19 de dezembro de 1983 a Taça Jules Rimet foi novamente roubada. Desta vez no Brasil, na posse da CBF. A réplica estava em um cofre, enquanto a original ficava exposta em uma redoma de vidro para exposição na sala de troféus da confederação. O assalto foi feito por quatro pessoas: Chico Barbudo (assassinado em 89), Luiz Bigode, Juan Carlos Hernandez (apontado como o responsável por “derreter” a taça), e Sérgio Peralta (na época, representante do Atlético-MG na CBF, e faleceu de infarto em 2003). Sérgio Peralta, Chico Barbudo e Luiz Bigode foram condenados a 9 anos de prisão. Juan Carlos Hernandez foi condenado a três anos de prisão. .

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O fato é que quase 40 anos depois o paradeiro real da taça segue sem ser solucionado e a Taça jamais foi encontrada. A história que mais ganhou força foi sobre o derretimento da Jules Rimet, porém, a FIFA não acredita nesta tese. Fato que já foi dito por  Guy Oliver, curador do museu da entidade, que disse em uma entrevista ao jornal ‘Estado de São Paulo’, em 2016,  que a entidade não acredita na tese do derretimento e que haveria buscas para resgatá-la mais de três décadas após o roubo. 

O premio de sermos os verdadeiros donos da Jules Rimet, já que  taça ficaria com a primeira seleção detentora de três conquistas da copa, acabou se encerrando rapidamente e hoje só nos resta a replica e as historias. Uma pena não termos o cão Pickles em 83 para nos ajudar. 

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Mundiais em que a Taça foi levantada:

1930, no Uruguai – final: Uruguai 4 x 2 Argentina
1934, na Itália – final: Itália 2 x 1 Tchecoslováquia
1938, na França – final: Itália 4 x 2 Hungria 
1950, no Brasil – final: Brasil 1 x 2 Uruguai
1954, na Suíça – final: Alemanha 3 x 2 Hungria
1958, na Suécia – final: Brasil 5 x 2 Suécia 
1962, no Chile – final: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
1966, na Inglaterra – final: Inglaterra 4 x 2 Alemanha
1970, no México – final: Brasil 4 x 1 Itália

Foto Capa: Folha de São Paulo / Uol

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